Análises
Artigos que cruzam os dados desta plataforma com análise estatística e leitura epidemiológica — escala da dengue, excesso de mortalidade, desigualdade, custos hospitalares e método.
Por Pedro Fernandes — Mestrando em Saúde Coletiva (IAMSPE); Pós-graduando em Inteligência Artificial e Ciência de Dados em Saúde (Hospital Sírio-Libanês).
O que os indicadores não comparam: quatro achados, um mesmo erro
Excesso de mortalidade, ICSAP, cobertura da atenção primária e mortalidade hospitalar ajustada. Quatro indicadores, quatro fontes, quatro métodos — e, em todos, o ajuste aparente esconde o mesmo efeito estrutural.
Ler análise →Visão hospitalar: o que há de novo no Saúde em Dado, e como a plataforma inteira funciona
HSMR, permanência esperada e previsão de demanda por estabelecimento (CNES), com três anos de SIH e uma regra simples: nenhum indicador é publicado sem declarar, com o mesmo destaque, o que ele não pode responder.
Ler análise →643 mil, não 702 mil: como a escolha do baseline muda a história da pandemia
Corrigir o esperado pelo envelhecimento reduz o excesso pandêmico e quase zera o 'excesso persistente' de 2022–2024. Mas testar a alternativa mais sofisticada revelou por que ela falha no Brasil — e por que o método mais simples é o mais robusto.
Ler análise →Inteligência epidemiológica a custo zero: a arquitetura por trás da plataforma
Como transformar gigabytes de microdados do DataSUS em uma API pública, reproduzível e gratuita — uma nota técnica na fronteira entre saúde coletiva e engenharia de dados.
Ler análise →Vulnerabilidade e mortalidade: o paradoxo do sub-registro
Seria de esperar que municípios mais vulneráveis tivessem maior mortalidade. O dado mostra correlação fraca e até negativa — e a explicação é metodológica.
Ler análise →Mortalidade infantil no Brasil: um gradiente que persiste
A taxa nacional ronda 12,6 por mil nascidos vivos — mas esconde uma distância de duas vezes entre o Sul e o Norte/Nordeste. Cruzando SINASC e SIM.
Ler análise →Internações pelo SUS: para onde vão R$ 63 bilhões
Quase 40 milhões de internações em três anos. Uma leitura do volume, da permanência, da mortalidade hospitalar e do custo por capítulo da CID-10.
Ler análise →A epidemia de dengue de 2024: anatomia de um recorde
Com 6,56 milhões de casos prováveis, 2024 foi o maior surto de dengue já registrado no Brasil. O que os microdados do SINAN revelam sobre escala, sazonalidade e letalidade.
Ler análise →As principais causas de morte no Brasil pela CID-10
Doenças do coração lideram, seguidas por neoplasias e causas respiratórias. Uma leitura das categorias que mais matam e do que elas revelam sobre transição epidemiológica.
Ler análise →Excesso de mortalidade no Brasil (2020–2024): o que sobrou da pandemia
Comparando o observado ao esperado por uma tendência 2015–2019, estimamos cerca de 643 mil óbitos em excesso no biênio pandêmico — e analisamos o retorno ao patamar histórico.
Ler análise →Taxa bruta versus padronizada: por que rankings municipais enganam
Comparar municípios pela taxa bruta de mortalidade premia cidades jovens e pune as envelhecidas. A padronização por idade — e o intervalo de confiança — corrigem o engano.
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