Sobre o Saúde em Dado
Concebido e mantido por
Pedro Fernandes
Trabalho na interseção de saúde coletiva, inteligência artificial e gestão pública — transformando o dado bruto do SUS em evidência que gestor, pesquisador e jornalista conseguem usar.
Saúde
Mestrando em Saúde Coletiva — IAMSPE
IA & Dados
Pós em IA e Ciência de Dados em Saúde — Hospital Sírio-Libanês
Gestão pública
Diretor de TI — Prefeitura de Penápolis (SP)
14,4 mi
óbitos processados (SIM 2015–2024)
5 sistemas
SIM · SIH · SINAN · SINASC · IBGE
DOI
citável e versionado (Zenodo)
100%
pipeline aberto e reproduzível
O Saúde em Dado é uma plataforma aberta, independente e sem fins lucrativos que transforma microdados públicos do SUS em indicadores acessíveis para pesquisa, jornalismo e gestão. Não há anúncios, cadastro, paywall ou uso comercial dos dados. Todo o código — do download dos microdados ao site — é aberto e auditável no repositório público (MIT); os dados agregados são livres sob CC BY 4.0. Correções e críticas metodológicas são bem-vindas via issues.
Pesquisa & achados
Além de agregar dado, este projeto produziu dois achados metodológicos próprios:
- O denominador do excesso de mortalidade. Padronizar por idade o excesso de mortalidade da pandemia no Brasil subestima o resultado (~505 mil vs. 643 mil óbitos) por contaminação do denominador populacional — a projeção IBGE 2018 superestima a população, e o Censo 2022 introduz uma descontinuidade. Reconciliar o denominador não resolve o gap sozinho: parte é metodológica. Publicado como preprint na SciELO Preprints. Ver artigo.
- HSMR calibrado. A mortalidade hospitalar ajustada por case-mix (padronização indireta por faixa etária × capítulo CID-10) converge, por construção, a 1,0000 nos três anos publicados (2022–2024) — a verificação estrutural de que o método está correto. Ver artigo e página.
Ferramentas & código aberto
Além do site, o projeto publica dois artefatos reutilizáveis por terceiros:
- Agente MCP (
saudeemdado-mcp, publicado no PyPI) — permite consultar os mesmos indicadores em linguagem natural via Claude, com regras anti-alucinação: todo número retornado cita a ferramenta e a fonte que o gerou. - API REST pública (PostgREST/Supabase), sem cadastro, e downloads em Parquet com checksum SHA-256 — ver Dados & API.
Artigos & publicações
A seção Análises reúne as investigações completas por trás dos indicadores — metodologia, tabelas e limitações declaradas, não só o número. O achado do denominador também está em preprint na SciELO Preprints, com submissão em periódico revisado por pares em andamento.
Política de atualização
- Novos anos são incorporados quando o Ministério da Saúde publica os microdados;
- O ano mais recente é marcado como preliminar até a consolidação oficial;
- Cada atualização gera uma nova versão do dataset (com data em
meta_dataset), preservando a rastreabilidade de números citados.
Como nos comparamos às alternativas
Existem ótimas iniciativas de acesso a dados de saúde no Brasil — e recomendamos todas. A comparação abaixo é honesta sobre o nicho de cada uma:
| Ferramenta | Pontos fortes | Limitações para o nosso público |
|---|---|---|
| TabNet (DATASUS) | Fonte oficial; dezenas de sistemas; séries longas | Sem API; exportação manual; interface de difícil automação; sem taxas padronizadas prontas |
| Base dos Dados | Muitos conjuntos tratados; ótimo para quem domina SQL/BigQuery | Exige conta Google Cloud e SQL; consultas grandes podem ter custo; não é um painel |
| IEPS Data | Indicadores curados com rigor; foco em políticas de saúde | Conjunto fechado de indicadores; menos flexível para recortes próprios |
| Saúde em Dado | API REST sem cadastro; painel, mapa e boletim imediatos; mortalidade (SIM), dengue (SINAN) e internações (SIH); taxa padronizada, IC95% e excesso de mortalidade; pacote Python e servidor MCP; pipeline 100% reproduzível; downloads Parquet com checksum | Cobre 3 dos sistemas do DataSUS (2015–2024); outros (CNES, nascidos vivos) no roadmap |
Uso ético
Os indicadores aqui são agregados e descritivos — não substituem julgamento técnico. Pedimos, de boa-fé, que a plataforma não seja usada para discriminação no acesso à saúde, vigilância em massa de indivíduos, ou automação de decisões clínicas/de política pública sem supervisão profissional. Nenhum microdado individual é publicado.
Projetos relacionados e créditos
O ecossistema de dados abertos de saúde no Brasil é colaborativo. Reconhecemos especialmente o LabSUS (Lucas Amaral Dourado, Universidade Federal do Tocantins), de quem partiram inspirações incorporadas aqui — o cruzamento de saúde com vulnerabilidade social (publicamos um proxy do Censo 2022, não o IVS oficial do IPEA — ver metodologia), a detecção de surtos por canal endêmico e a nota de uso ético. Os métodos são de domínio público (epidemiologia clássica) e nenhum código do LabSUS foi copiado; o crédito é pela influência metodológica.
Princípios
- Reprodutibilidade — qualquer número pode ser regenerado das fontes oficiais com um script aberto;
- Honestidade metodológica — limitações declaradas com o mesmo destaque dos resultados;
- Privacidade — publicamos apenas agregados; nenhum microdado individual sai da máquina de processamento;
- Permanência — arquitetura de custo zero, desenhada para não depender de financiamento para continuar no ar.
Como citar
A plataforma tem DOI permanente no Zenodo: 10.5281/zenodo.20706845.
FERNANDES, Pedro. Saúde em Dado: inteligência epidemiológica aberta sobre
os microdados do SUS. Zenodo, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.20706845.
Disponível em: https://saudeemdado.com. Acesso em: [data].
Fontes primárias: BRASIL. Ministério da Saúde. SIM, SINAN, SIH, SINASC
(microdados, DataSUS). IBGE. Censo Demográfico 2022 e Estimativas de
População (SIDRA).O arquivo CITATION.cff do repositório fornece a citação (com DOI) em formato legível por gerenciadores de referência.