SSaúde em Dado

Sobre o Saúde em Dado

Concebido e mantido por

Pedro Fernandes

Trabalho na interseção de saúde coletiva, inteligência artificial e gestão pública — transformando o dado bruto do SUS em evidência que gestor, pesquisador e jornalista conseguem usar.

Saúde

Mestrando em Saúde Coletiva — IAMSPE

IA & Dados

Pós em IA e Ciência de Dados em Saúde — Hospital Sírio-Libanês

Gestão pública

Diretor de TI — Setor Público (SP)

ORCID · Lattes · LinkedIn · e-mail

16,0 mi

óbitos processados (SIM 2015–2025)

12 fontes

SIM · SIH · SINAN · SINASC · PNI · CNES · SIOPS · e-Gestor AB · ANS · Painel Oncologia · SISAGUA · IBGE

DOI

citável e versionado (Zenodo)

100%

pipeline aberto e reproduzível

O Saúde em Dado é uma plataforma aberta, independente e sem fins lucrativos que transforma microdados públicos do SUS em indicadores acessíveis para pesquisa, jornalismo e gestão. Não há anúncios, cadastro, paywall ou uso comercial dos dados. Todo o código — do download dos microdados ao site — é aberto e auditável no repositório público (MIT); os dados agregados são livres sob CC BY 4.0. Correções e críticas metodológicas são bem-vindas via issues.

Pesquisa & achados

Além de agregar dado, este projeto produziu achados metodológicos próprios — todos surgidos de testar cada indicador antes de publicá-lo. Quatro deles compartilham a mesma estrutura de falha, consolidada no artigo “O que os indicadores não comparam”: um ajuste que aparenta tornar o indicador comparável, mas deixa passar uma variável estrutural (tamanho da população, do município ou do hospital).

Ferramentas & código aberto

Além do site, o projeto publica dois artefatos reutilizáveis por terceiros:

Artigos & publicações

A seção Análises reúne as investigações completas por trás dos indicadores — metodologia, tabelas e limitações declaradas, não só o número. O achado do denominador também está em preprint na SciELO Preprints, com submissão em periódico revisado por pares em andamento.

Política de atualização

Como nos comparamos às alternativas

Existem ótimas iniciativas de acesso a dados de saúde no Brasil — e recomendamos todas. A comparação abaixo é honesta sobre o nicho de cada uma:

FerramentaPontos fortesLimitações para o nosso público
TabNet (DATASUS)Fonte oficial; dezenas de sistemas; séries longasSem API; exportação manual; interface de difícil automação; sem taxas padronizadas prontas
Base dos DadosMuitos conjuntos tratados; ótimo para quem domina SQL/BigQueryExige conta Google Cloud e SQL; consultas grandes podem ter custo; não é um painel
IEPS DataIndicadores curados com rigor; foco em políticas de saúdeConjunto fechado de indicadores; menos flexível para recortes próprios
Saúde em DadoAPI REST sem cadastro; painel, mapa e boletim imediatos; doze fontes integradas em 54 tabelas — mortalidade (SIM), dengue (SINAN), internações (SIH), nascimentos (SINASC), vacinação (PNI/RNDS), estabelecimentos e leitos (CNES), gasto público (SIOPS), cobertura da APS (e-Gestor AB), saúde suplementar (ANS), prazo do tratamento oncológico (Painel Oncologia) sífilis adquirida, gestacional e congênita (SINAN) e vigilância da qualidade da água (SISAGUA); taxa padronizada, IC95%, excesso de mortalidade e HSMR com correção de múltiplas comparações; pacote Python e servidor MCP; pipeline reproduzível com procedência gravada em cada arquivoCinco domínios expostos na interface (mortalidade, dengue, assistência hospitalar, atenção primária e nascimentos); vacinação e as demais tabelas ficam na API e nos downloads. Projeto de um autor só

Uso ético

Os indicadores aqui são agregados e descritivos — não substituem julgamento técnico. Pedimos, de boa-fé, que a plataforma não seja usada para discriminação no acesso à saúde, vigilância em massa de indivíduos, ou automação de decisões clínicas/de política pública sem supervisão profissional. Nenhum microdado individual é publicado.

Projetos relacionados e créditos

O ecossistema de dados abertos de saúde no Brasil é colaborativo. Reconhecemos especialmente o LabSUS (Lucas Amaral Dourado, Universidade Federal do Tocantins), de quem partiram inspirações incorporadas aqui — o cruzamento de saúde com vulnerabilidade social (publicamos um proxy do Censo 2022, não o IVS oficial do IPEA — ver metodologia), a detecção de surtos por canal endêmico e a nota de uso ético. Os métodos são de domínio público (epidemiologia clássica) e nenhum código do LabSUS foi copiado; o crédito é pela influência metodológica.

Princípios

Como citar

A plataforma tem DOI permanente no Zenodo: 10.5281/zenodo.20706845.

FERNANDES, Pedro. Saúde em Dado: inteligência epidemiológica aberta sobre
os microdados do SUS. Zenodo, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.20706845.
Disponível em: https://saudeemdado.com. Acesso em: [data].

Fontes primárias: BRASIL. Ministério da Saúde. SIM, SINAN, SIH, SINASC
(microdados, DataSUS). IBGE. Censo Demográfico 2022 e Estimativas de
População (SIDRA).

O arquivo CITATION.cff do repositório fornece a citação (com DOI) em formato legível por gerenciadores de referência.